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domingo, 14 de abril de 2013

Respeito aos animais

Na semana passada encontrei na porta do shopping um gatinho preto, magro e abatido, com uns 03 meses de vida. Na hora chovia um pouco, e não pensei duas vezes: peguei o gatinho e saí rumo à uma clínica veterinária para dar a ele os cuidados básicos e colocá-lo para adoção. O fato é que não poderia deixá-lo ali à própria sorte - primeiro a gente pega, depois pensa no que faz. Demos a ele o nome de Laranjinha.

Na clínica foram identificadas costelas quebradas, possivelmente em decorrência de um chute, e ele teria que ficar internado para fazer vários exames e verificar qual o impacto disso. O resultado foram duas vértebras quebradas, a bexiga perfurada, uma hérnia e os órgãos internos fora do lugar, constatando-se a necessidade de uma cirurgia. 

Na quinta-feira, fui visitá-lo e ele estava reagindo bem, miou várias vezes e levantou-se para receber carinho. Já estava inclusive sendo acompanhado por uma pessoa que perdeu seu gatinho recentemente e transferiu para ele todo seu carinho e pretendia adotá-lo.

Porém, ontem de madrugada ele teve uma parada cardio-respiratória e não sobreviveu. 

Ontem chorei o dia todo depois que recebi a notícia. Como alguém pôde fazer isso com um ser tão indefeso? Ele já havia sido abandonado, estava na chuva, com fome, não era sofrimento o bastante? É muito injusto que, quando finalmente ele encontrou pessoas que o acolheram e cuidaram dele, quando ele chegou tão perto de ter uma vidinha boa, confortável e segura como todo gatinho merece ter, não tenha conseguido.

Passado o momento do choro, ficaram a indignação e a certeza de que, se nossas crianças não forem educadas para respeitar os animais, viveremos em um mundo onde cada vez menos existirá respeito aos mais fracos, tolerância com as diferenças e solidariedade. E nós sentiremos isso na pele...

Desculpem o desabafo, mas, quero muito viver em uma sociedade na qual os bichinhos possam viver com dignidade e amor. E olha que eles não pedem muito mais que isso.


domingo, 3 de março de 2013

Voltei!

Meninas, finalmente meu computador voltou a funcionar e as coisas aqui no blog vão voltar ao normal! O que não está mais normal é o meu visual! Criei coragem e passei a tesoura no cabelo, dêem uma olhada!



Todas as pessoas do salão ficaram horrorizadas dizendo que não sabiam como eu tinha coragem de fazer isso. Achei muito engraçado! Sempre tenho muito medo de ousar, mas não tenho medo de cortar o cabelo, afinal, se eu não gostar ele cresce de novo não é mesmo?

Ps.: O mesmo vale para a decoração da casa da gente. Dá para pintar as paredes de azul, depois de verde, de amarelo, e se não gostar, pinta tudo de bege depois!


O que importa é poder fazer aquilo que se tem vontade. Como eu sempre quis cortar o cabelo mais curto, estou adorando, fora que estou me sentindo bem mais leve, principalmente pelo calorão que está fazendo. 

Beijos e boa semana para vocês!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Balanço de um ano de blog e sentimentos com relação à decoração

Olá amigos e amigas!

O bloguinho está comemorando seu primeiro aniversário. Lembro-me de quando conheci os blogs de decoração: eles me encantavam e me faziam ficar horas navegando sem ver o tempo passar.

Sempre fui apaixonada por decoração, tendo passado toda a minha infância e adolescência afirmando que quando crescesse seria arquiteta e designer de interiores. Fazendo uma análise mais profunda, atribuo isso ao fato de que não tínhamos uma casa própria e, apesar da pouca idade, sofria muito com todos os problemas que essa falta nos trazia e esse foi um ponto marcante na minha história. Era engraçado porque nessa época eu colecionava todos os panfletos de propaganda de apartamentos, sonhava com aquele mundo de possibilidades, analisava detalhadamente e desenhava plantas de imóveis como as que via nos panfletos.


Mas a vida tomou outros rumos e o sonho de ser arquiteta acabou ficando para trás...

Muito tempo depois conseguimos, com muitas dificuldades, conquistar nossa casa própria, da qual tivemos que abrir mão, por causa do assalto que sofremos, e voltar ao aluguel. Neste ano que passou, estive profundamente envolvida com toda essa angústia e expectativa de ter que abrir mão de uma conquista e recomeçar, enfrentar novamente toda aquela burocracia para conseguir um financiamento e comprar um novo apartamento. Também perdi meu gatinho Frajola, o que me deixou completamente triste e desorientada.

Nesse período, os blogs e revistas de decoração prenderam minha atenção e foram meu norte por um bom tempo. Foi nesse contexto que o interesse pela decoração voltou à minha vida e me animei a criar um blog também, não só sobre decoração, mas para compartilhar todos os assuntos que me interessam, mas, convenhamos que o que predominou por aqui foi a decoração.

É certo que tivemos alguns períodos de desatualização total, porque algumas vezes fico desmotivada ou cansada demais, mas, me proponho a ser mais regular nas postagens. Sei que isso pode ser um pouco polêmico, mas, tenho que confessar que só gosto de postar coisas que eu produzi ou que implantei na minha casa, não gosto de pesquisar fotos de outras pessoas na internet para postar (acho que só tivemos um post assim até hoje aqui no blog). O problema é que manter toda essa "originalidade produtiva" demanda tempo.

Depois de tudo isso, finalmente estou tendo a oportunidade de ter meu novo apartamento como laboratório, no qual posso experimentar novas combinações (incorporei novas cores à minha paleta - abençoado seja o amarelo - e posso dizer que a minha nova casa está com uma carinha bem mais alegre) e dar a nossa cara para aquelas paredes brancas e vazias.

Agora, o que não tem preço é perceber que decoração é uma coisa contagiosa, como um estado de espírito. Pessoas que nunca tiveram afinidade nem interesse por ela, descobrem um mundo novo e sempre saem desse primeiro contato querendo reaproveitar algo que iria pro lixo, customizar uma peça para deixá-la com a sua cara, implementar uma nova ideia em suas casas ou uma nova cor em suas vidas.

E é isso que quero continuar compartilhando com vocês nesse segundo ano do bloguinho. Espero que continuem me acompanhando.

Beijos e parabéns para nós!

Fonte: http://monpetitjournaliste.wordpress.com/2012/08/21/


domingo, 13 de janeiro de 2013

Pôr-do-sol na varanda

Hoje iniciei a pintura das molduras que vou usar para os quadrinhos que quero pendurar no corredor. Devo terminá-los amanha e essa semana ainda mostro para vocês.

Por hora, deixo vocês com a linda foto do pôr-do-sol visto da varanda aqui do apartamentico e o desejo de um bom domingo.


Beijos!



sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Visita ao parque

Aqui em casa gostamos muito de passear em parques verdes. Não há muitos espaços assim aqui na Serra, cidade em que moro, mas na capital há vários. Fizemos uma visita a um deles logo após o Natal.


Com minha mãe

Linda vista do parque

Achei essa flor tão delicada e diferente...

Vejam que a árvore de Natal é feita de pneus. 

Belo exemplo de reaproveitamento.

E por falar em Natal, não poderia deixar de mostrar para vocês um mimo que ganhamos da amiga Raquel: docinhos de nozes feitos por ela mesma e embalados em uma caixinha fofa. Um gesto de extrema delicadeza e carinho. 


Bom final de semana a todos.

Beijos.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal!

Desejo um lindo Natal a todos e que possamos usufruir nessa data de sentimentos realmente bons na companhia daqueles que amamos.


Feliz Natal! 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Mudanças

Tenho muita dificuldade em mudar, ousar, não lido muito bem com novas situações, principalmente se inesperadas, gosto de segurança, detesto instabilidade, sou indecisa e quando me arrisco em uma mudança sempre fico em dúvida se tomei a melhor decisão.

Mas, devo admitir que mudanças são necessárias, principalmente porque o medo de mudar nos impede de conhecer o novo e de melhorar.

E é devido a esse pensamento que o blog tá de cara nova. Tava com uma vontade de deixá-lo mais colorido... E aí, gostaram?

domingo, 5 de agosto de 2012

Domingo de visita...

Hoje recebi a visita da minha amiga Hellen, amizade que cultivo há 18 anos.




E para brindar a amizade nada melhor que um bom café em um final de tarde não é mesmo?

Desejo uma ótima semana para vocês!

domingo, 8 de julho de 2012

Notícia triste na blogosfera

Hoje conheci um blog do qual gostei muito. Trata-se do blog "Sonhar e Realizar" que nos mostra como é possível transformar a nossa casa em um cantinho aconchegante e lindo, sem a obrigação de parecer casa de revista, bastando para isso dedicação e amor.
Infelizmente, gostaria de tê-lo conhecido em outro momento porque só o conheci em decorrência da notícia de que ontem faleceu sua autora, a Tina.
Em seu último post, ela escreveu que estava enfrentando uma gripe, doença sorrateira que a levou, mas, mesmo adoecida, demonstrou sua força de vontade e seu compromisso com as pessoas que acompanhavam seu blog.
Não a conheci, mas, fiquei muito triste com a notícia porque ela era uma de nós, uma mulher e seu blog, espalhando mensagens de incentivo por aí.
Assim como eu, ela gostava muito de louça antiga. Fica minha homenagem.
Abraços e bom finalzinho de domingo para vocês.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Memórias...

Tenho lido nos últimos dias, durante meu horário de almoço, o livro "Quase Memória" de Carlos Heitor Cony. Conheci o Cony  ainda na escola, por volta dos meus 13 ou 14 anos, quando matava as aulas de educação física na biblioteca (super nerd) e agora, 15 anos depois, lendo mais uma de suas obras, não me surpreende ter gostado tanto já naquela época.


Especificamente nesse livro ele descreve sua relação com o pai (não dá para saber muito bem o limite entre a realidade e a ficção), porém, de um modo tão preciso, tão detalhado, tão minucioso, que consegue nos transmitir sensações como se as tivéssemos vivenciado.

Me chamou a atenção um trecho em que ele descreve sua percepção e seus sentimentos com relação à época do ano quando ajudava seu pai a preparar os balões para as festas juninas. Fala com detalhes dos cheiros, das cores, da textura do papel e, por fim, fala do balão que o pai fez para ele, o qual guardou com cuidado por muitos anos.

"Esse balão, que nunca soltei, ficou amarrado à minha infância, se um dia eu chegasse a rei ou a bispo e tivesse direito a um escudo, nele mandaria gravar esse balão, logotipo do meu mundo, emblema de mim mesmo" (CONY, 1995, p. 100).


Impossível não lembrar de fatos da minha própria vida e não me agarrar a elas depois de ler esse livro. Sou extremamente nostálgica e muito apegada ao passado (Será por isso que gosto tanto de antiguidades?!). Penso que é dele que somos feitos.

Assim como o Cony, também sou detalhista, e minha memória não me engana; lembro-me de coisas muito pequenas de minha infância. Às vezes, uma música, ou um cheiro, ou a luminosidade de um ambiente, é o suficiente para me levar de volta ao passado.

Quando chove, por exemplo, me lembro de que ficava da janela vendo a chuva derreter as pontas dos lápis de cor que eu havia apontado e jogado no quintal. Depois de derretidas, surgiam várias matizes e laguinhos coloridos e eu queria que chovesse de novo para ver o tal fenômeno colorido.

Ainda hoje, em dias muito quentes, consigo sentir o gosto do suco de manga bem gelado que minha mãe fazia com os frutos da grande mangueira que havia em nosso quintal.

Semana passada fui a Vila Velha (minha cidade natal) visitar o convento da Penha.




O raio de sol entre as folhas da mata e o cheirinho de mato, me fizeram ouvir até a voz da "Tia" da 2ª série, quando levava aquela turma de crianças para fazer piquenique, dizendo: -"Fiquem todos juntos, em fila!" (Como se fosse possível, manter quietas e em fila 40 crianças de 8 anos de idade, todas eufóricas com o passeio incomum).



No caminho para o Convento, cumpri uma promessa que fiz para a Lilly do Blog da Reforma, e passei para tirar uma foto de uma casa linda, a qual eu sempre ficava namorando quando era criança porque ela tinha um nome: "Villa Nazareth". Para o imaginário de uma criança, uma casa que tem nome é uma casa mágica.



E cá entre nós: ela não continua parecendo mágica?

quinta-feira, 22 de março de 2012

No fim do dia...

Ontem à noite, depois de um dia cansativo de trabalho, deitei no sofá para ver TV recostando a cabeça no colo de minha mãe, que logo iniciou uma deliciosa sessão de cafuné. Claro que peguei no sono e não assisti mais TV nenhuma né? Quer coisa melhor que colinho de mãe? Às vezes me sinto muito culpada por não dar a ela a atenção devida.

Como já falei aqui no blog, sou assistente social e no meu trabalho tive acesso as estatísticas do número de visitas de familiares recebidas no último ano por idosos que residem em uma instituição de longa permanência. Infelizmente o resultado era o que já imaginava: baixíssimo número de visitas, salvo algumas exceções, sendo grande parte com três, duas ou nenhuma visita no ano. São pessoas que, assim como a minha mãe, dedicaram suas vidas a cuidar de outras pessoas e, na hora de desfrutarem de uma vida de trabalho junto de suas famílias, se vêem sozinhas.

Não julgo quem interna seus idosos, até porque alguns estão em uma situação de total dependência e com essa vida corrida, a necessidade de trabalhar, os familiares não podem dispensar a eles o cuidado necessário, mas, não podem sequer aparecer para visitá-los?

Fui criada com uma tia-avó, Anadir, morando conosco, então, passei minha infância ouvindo atentamente suas estórias, passava quase todo o meu tempo livre junto com ela, e por tabela, convivi também com algumas dezenas de outras idosas amigas dela. Nunca vou esquecer Dona Noquinha, Tia Dora, Dona Emília,  Dorotéia (essas três últimas deram nomes a três de minhas bonecas, risos), dentre outras, pessoas que sempre me ensinaram muito.

Espero que as novas gerações tenham a oportunidade de conviver com pessoas como elas para aprenderem a respeitar e cuidar de seus idosos, e que valorizem e sintam a necessidade dessa convivência.




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